quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Djavú Volta do Norte ao Contrário

Ciclistas devem ser no mínimo objeto de estudos para antropólogos ou alguém que busque entender a mente de um ser que vai para um pedal difícil e desafiador e ainda vai com um sorriso na cara. Nestas condições fizemos a edição comemorativa da  Volta do Norte. Há um ano fizemos a primeira edição, durante o pedal propus para o grupo que quando fizesse aniversário faríamos uma edição no sentido contrário pra comemorar a façanha. A tal Volta do Norte é um pedal de muita dificuldade por sua altimetria, pra piorar, ainda fizemos no sentido contrário, ou seja, subimos bem mais que descemos. Apesar das previsões do tempo serem pouco favoráveis a este tipo de aventura, largamos lá pelas tantas da madrugada com os inzubizados ciclistas, Pimpão (precisou abortar por um compromisso com a família) Cleber, Clóvis, Daiane, Eduardo, Ivonei, Fabiano, Itamar, Maiko, Valdecir e Jed, saindo de Joinville, Guaramirim, Schroeder, Jaraguá do Sul, Corupá, São Bento do Sul, Campo Alegre e Joinville. Marcamos a saída no Pórtico às 04:00 horas, quando o Itamar estava perto do ponto de largada, lembrou que tinha esquecido a camaranhola, voltou em casa pra buscar, pra não atrasar muito a saída, retornou ao pórtico de carro, quando enfim saímos, eu pedalei mais ou menos 4 km e descobri que minha muchila tinha ficado no pórtico, retornei pra buscar e falei pra turma seguir até o posto no viaduto com a BR 280 o Valdecir, Clóvis e Cleber ficaram me esperando, quando alcancei eles a chuva deu o ar da graça, choveu pacas, enquanto o cara da previsão era excomungado, no site dizia que choveria somente a tarde, cogitamos a péssima ideia de abortar o pedal, porém sem o apoio da geral que queria por toda a lei cumprir o desafio. Nisso fura o pneu da minha bike, vindo a corroborar ainda mais com a ideia de fazer o pedal outro dia, no entanto a galera me desencorajou a desistir e resolvemos tocar o barco, pra nossa sorte, logo a chuva parou.





Com o término da chuva, vimos que foi bom não desistir, nossos atrasos com os esquecimentos e pneu furados já somavam uma hora e meia. assim atravessamos Jaraguá do Sul já com dia claro, chegamos em Corupá onde na frente da praça central tem uma panificadora muito peculiar, em anexo ao estabelecimento funciona uma rodoviária, bar, pararia, confeitaria e dizem por aí que o proprietário ainda quer incrementar as opções abrindo uma funerária. Depois de um café com o melhor empadão de frango regados a muita conversa deixamos o local e mais uns kms já estávamos no pé da serra.










Subimos até a cabana onde tem de tudo, bananas um pouco passadas de graça, caldo de cana e produtos coloniais, do local é possível avistar o paredão acima mais umas curvas e logo enfrentaremos a parte mais inclinada. 







Depois segue um sobe e desce, ou mais sobe do que desce. quase sem fim. Numa dessas subida o Valdecir conseguiu perseguir um filhote de tatu, o ciclista abandonou a bike, saltou a mureta rolou barranco abaixo e conseguiu pegar o bichinho antes que cavasse uma toca. Pra celebrar a caça bem sucedida tiramos várias fotos. 





E para os curiosos que quiserem aprender como pegar um tatu, o Valdecir deixou umas imagens como tutorial, vai ser bem útil para os interessados.


 

Depois das melecas, opa, quero dizer do sobe e desce, chegamos em São Bento do Sul, procuramos um local pra almoçar, pedimos informação em um hotel, que nos indicou um local refinado demais para nossos pobres bolsos. Descartamos a possibilidade de comer um Strudel e partimos pra praça onde encontramos um Food Truck que servia batatas recheadas. Por unanimidade todos decidiram provar a iguaria, pra felicidade do casal que atendia no local. 





Acho que a batata não fez bem pro Canela.


Depois uma lombeira generalizada tomou conta da geral, afetando também os mínimos traços de elegância do Maiko e Itamar, que descaradamente desfilaram pela praça ao traje de luta Greco Romana.


Depois uma foto no cartão postal da city e encaramos outras morrebas até chegar a rodovia, onde outros morros nos esperavam até a descida da serra. O sobe e desce seguiu por Campo Alegre, tornando o pedal ainda mais exaustivo, todos estavam ansiosos pela descida da Serra Dona Francisca.







Antes da serra o pneu infurável do Itamar recebeu um prego e furou, paramos pra ajudar e logo já estávamos na estrada. e emfim a tão esperada placa que anunciava a descida da serra chegou, trazendo muita alegria ao grupo. Descemos a serra e nos agrupamos no viaduto da br 101 pra nos despedir.





Eu segui direto pra casa mas soube que uns e outros fizeram um desvio pra aumentar a quilometragem, apesar de que o App Strava roubou 8 km da minha pedalada fechei com 194 km percorridos e 186 registrados pelo App.  A galera deu uma esticadinha pra quebrar os 200 km. Agradeço aos amigos que toparam este desafio, fiquei feliz em percorrer este roteiro com vocês onde escalamos mais de 3647 m em altimetria acumulada. Foi um ótimo pedal na cia de excelentes ciclistas. Abraços e até a próxima aventura.


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