quarta-feira, 8 de maio de 2019

Palmital Solo

No último sábado rolou aquele pedal solo, era pra ser outro roteiro e também bem maior, mas imprevistos acontecem, minha sogra ficou doente e minha esposa passou a noite com ela no hospital, comprometendo assim meu pedal que deveria sair na madrugada. Passei a manhã pensando em pedal e um roteiro bacana, na hora do almoço lembrei do Palmital, acabei de almoçar eram 13:15 horas, vi que o horário da balsa era às 14:00 horas, ou seja, tinha 45 minutos pra me arrumar e pedalar os 13,5 km até o Píer da Vigorelli, coloquei a faca nos dentes e fui, cheguei a tempo de esperar na fila da bilheteria, levou uns 10 minutos pra sair. 





Fazia tempo que não pedalava sozinho, aproveitei pra pensar em algumas coisas, refletir e conversar com Deus, senti a natureza, ouvi os barulhos dos pássaros e também dos rios.










O pedal fluiu muito bem, fiz uma parada de 3 minutos no antigo Baharas pra comprar uma água e outra paradinha no Rudinick pra encher a garrafinha de água. Cheguei em casa às 17:15 horas e no portão já senti o cheirinho de café, fui logo repondo as energias e feliz por ter feito esse roteiro muito bonito e pertinho de casa. Mais 82 km pra conta.

Abraços e até a próxima aventura.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Poço Grande

No ultimo sábado rolou aquele pedalzinho para o Poço Grande em Guaramirim, lugarzinho top, pertinho de casa e cercado de beleza, um roteiro pra fazer várias vezes no ano, principalmente pra acompanhar o ciclo do cultivo de arroz, dessa vez pegamos um pouco já colhidos e mais no final do Poço Grande em fase de maturação, logo estará pronto pra colheita.
Saímos do Centreventos cedinho pra não pegar muito calor, mas logo o sol veio forte, mas já estávamos quase na metade do pedal. 











Quando chegamos no barzinho no final da estrada ainda estava fechado, só usamos o banheiro e partimos ainda tinha um bom trecho pela frente, seguimos pela região da Caixa d'Água e logo chegamos na Rodovia do Arroz e aí a bike já vai sozinha e para no Pastel Cristo Rei.








Cuidado pra não rasgar.




Xico com X. 

Finalizei o pedal com com 73 km na companhia dos amigos, numa manhã de sol bem aproveitada. Agradeço a todos pela parceria, Tamo Junto. 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Rio Natal ao Contrário de Louça Lavada

Este foi um daqueles pedais de lavar a alma, ou melhor, lavar a louça, isso mesmo que você leu, meu surpreso leitor. Existem muitas coisas sagradas, mas nada é mais sagrado que promessa de amigo, principalmente quando faz promessas pra garantir o alvará pro pedal de fim de semana. Quando comecei as negociatas com a patroa pra liberar pro pedal, lá no início da semana passada, cogitou-se nos bastidores que eu teria uma tarefa específica para realizar em troca do tão sonhado alvará, nesse meio entra o Cemin com a promessa de que me ajudaria, como ele é um cara que cumpre o que promete, combinamos de nos encontrar pra tomar um café lá em casa e a louça seria por conta dele, foi zueira na certa, o cara lavou  a louça, garantiu umas horas extras no pedal e ainda posamos pra foto pra ser publicada nas redes sociais. Para o desespero de meia dúzia de maridos por aí que agora suas senhoras exigirão uma contrapartida pra liberação para os pedais. 


Depois do tutorial de como conquistar o "alvará quase semestral" decidimos os pormenores do pedal, pra minha grata surpresa o Cemin me convidou pra ser o guia da trupe, me sentindo a última bolacha do pacote fui logo mentalizando o melhor roteiro com o menor sofrimento possível, SQN.
 Na madrugada o Carlos antecipou os serviços do despertador, e jogou no grupo do Zap, SOS tá o maior temporal no Vila Nova, raios, trovões, vendaval, árvores sendo arrancadas e jogadas no meio da rua.... a galera assustada abriu a janela e deu de cara com uma madrugada estrelada, é que o guri assistiu o 2012 antes de dormir. Meio envergonhado por não ter caído nem um pingo de chuva na rua, decidiu nos encontrar pelo caminho, enquanto a turma se arrumava no pórtico pra tradicional foto de largada.


Da esquerda pra direita, Zé, Ederson, Edemir, Jed, Jackson, Pepe, Cemin e a única menina da turma a Cleidi, que louvavelmente escalou cada morreba com determinação, segundo ela, merecia um certificado de bravura, não foi poupada não, teve que encarar os mesmos desafios que nós, hehehe, De repente até o final deste post ela consiga o seu Certificado de Bravura. Não posso prometer, se não, já sabe né, promessa de ciclista é sagrada. 




Já nos embalos da BR 280 o primeiro pneu furado, nem tinha chegado em Xaraquá, bora brincar de PitStop e logo pegar a estrada. Como a galera estava com pressa, chegamos no Posto Brudertal e  ainda estava fechado, então buscamos uma padoca nas bandas de Jaraguá.


Um Farto banquete de bolinho de carne e pão de queijo foi servido com um café com leite, o dia amanheceu frio, e a bebida quente veio bem a calhar.



Passamos por Corupá e o sol apareceu com tudo, nos emporcalhamos com os protetores solar, e seguimos em direção às terras natalinas, pelo menos esse era a expectativa de Cleidi. Não encontramos o trenó, mas encontramos o trem que descia pra Corupá, nos brindou com sua passagem ao lado da rua. 





Ai depois da passagem do comboio já chega ao portal do Rio Natal o papai Noel deu no pé quando viu essa turma.






Na minha última passagem por aquelas bandas no meado de Janeiro, quando fiz um trekking nos trilhos (conforme o detalhes do post Trekking Trilhos) descobrimos que um dos túneis do trem passa muito próximo à estrada se escondendo atrás da curva, decidimos levar a galera lá, já que pagaram pelo pacote turístico mega ultra blaster. 






O pequeno desvio do roteiro foi só pra galera esquecer dos morros, logo que terminou a visita do túnel voltamos às subidas novamente, e como sobe, quando acha que os morros acabam, vem outra surpresa depois da curva, é a terceira vez que subo Rio Natal, confesso que não me lembrava de como subia. Mas tudo que sobe desce, ou não. Aqui é uma daqueles lugares que sobe mais do que desce. Depois de muito subir, quando as pernas iam receber um pouco de descanso com uma pequena descida o Zé Vicente teve o infortúnio de quebrar a gancheira da bike, para o desespero da geral, no meio do nada, sem sinal de celular, longe de mais pra fazer sinal de fumaça, o jeito foi parar e olhar o Zé pacientemente tirar o câmbio, diminuir a corrente e tentar uma das maiores gambiarras que o incidente poderia prover. Tentou andar como uma fixa, mas as morrebas eram fortes e não dava certo, quando trocava com a mão não dava uma relação boa pra subir e nem pra se manter na planície a corrente caía. Mas o guerreiro é dos bravos e não cedeu à tentação de jogar a bike no mato. 





Ao chegar na lanchonete, próximo da estação Rio Natal, quando ele soube das nossas más intenções de descer até as ruínas da estação e depois subir pelo mesmo caminho até a estrada principal, o Zé decidiu tocar na frente em busca de uma carona, e logo conseguiu uma até São Bento do Sul, onde sua esposa foi resgatá-lo, ele ficou com essa dívida: terminar o Rio Natal.










O calor beirava o insuportável, as sombras nos chamavam sedutoramente, difícil era não se entregar aos prazeres de um aconchego até o final do dia ou até quando as temperaturas baixassem. 



Finalizamos a estrada mas não o pedal, este estava longe de terminar, procuramos um mercado pra comprar picolés e gelo pra por nas garrafinhas e mochilas de hidratação, duas piadas ganharam o dia nesse local, primeiro o Ederson perguntou que horas seria o almoço, visto que já estávamos atrasados para o café da tarde, e outra foi a Cleidi perguntando se tinha acabado os morros. Essa fez a galera rir com mais vontade, pra ajudar o dono do mercado aparece na porta com um mapa de altimetria do local e apontou no mapa vocês estão aqui e vão subir tudo isso aqui, ainda tinha a serrinha do Gatz pela frente.







 Depois de muito subir, desceu, até que enfim,  descemos o Gatz com vontade, todos estavam ansiosos por essa descida que terminou dentro de Campo Alegre, acabou as estradas de chão, mas os morros não.
Por trás desses morros da rodovia descobrimos que o tempo estava mudando, o forte calor era substituído pelo úmido ar pré temporal. 




Logo depois do tio da empada no topo da serra descobrimos que os devaneios do Carlos na madrugada era na verdade uma profecia para o fim do dia, empanturrados com a melhor empada da região, saímos demoradamente do local e a chuva nos alcançou, na descida da serra até que veio com calma, só esperou terminar a descida e mostrou todo seu furor, raios, trovões, vento, grãos de chuva que enchiam um copo, tivemos que nos abrigar no posto de gasolina, ali ficaram Carlos, Cleidi, Jackosn e eu, os demais se arriscaram até o pastel Rio da Prata, ficamos muito tempo "ilhados" ali, como demorava pra estiar, resolvi tirar um cochilo, nada passa desapercebido com esses carinhas, foram logo tirar foto pra zoação futura. 


Só de cochilo foi meia hora, que pareceram poucos minutos, me apaguei geral. Quando acordei meio sem saber onde estava e o que acontecia ao redor, percebi que a chuva ainda persistia. Esperamos mais uns minutos e decidimos partir para os últimos quilômetros da aventura. Reencontramos o resto da galera no Rio da Prata, alguns fizeram um Disk Esposa, outros fizeram o Disk Filha e os demais foram pedalando, a temperatura caiu vertiginosamente, depois de quase torrar no calor quem diria que passaria frio.
A tempo de se despedir nossa amiga guerreira mencionou mais uma vez seu mérito pelo certificado e não é que ela tem razão? Aqui está de forma divertida, mas respeitosamente merecido o certificado de bravura. Foi guerreira e forte do início ao fim.

Assim terminou nossa aventura, com dois pneus furados, uma gancheira quebrada, trovoada na serra e a certeza de que tudo valeu a pena. Como eu e o Cemim moramos mais longe nosso pedal foi o mais longo hehe o meu fechou com 182 km. Agradeço ao Cemin por me convidar, por lavar a louça juntos, agradeço a confiança por ter chamado pra ser o guia da turma e acima de tudo agradeço ao Grupo Pedal sem Rotina por ter essa parceria forte conosco, afinal, somos todos Sem Rotina....