sábado, 30 de novembro de 2019

Volta Saí Mirim, Palmital e Quiriri

Depois de uns meses afastado das edições do blog, mas não do pedal, voltei a escrever. E para marcar o retorno nada melhor que um bom roteiro de pedal e melhor ainda em ótimas cias. Fazia tempo que os compromissos impediam de me juntar ao Vagner e o Wilson, Porém, no ultimo domingo juntamos a trupe e fizemos a Volta do Saí Mirim e Palmital, pegamos a primeira balsa, na travessia encontramos o Sid e mais dois amigos que iriam até a Cachoeira do Casarão, pedalamos com eles por um trecho e na entrada do casarão nos despedimos.






Subimos e descemos a serrinha do Saí e subimos mais uns morrinhos do outro lado, demos uma paradinha na pedreira e logo em seguida um pequeno desvio pra passar numa loja de produtos de madeira que fica na rodovia SC 415. 








Ficamos mais de uma hora admirando cada peça com a exclusividade que só a natureza pode proporcionar, o artesão aproveita cada detalhe natural da árvore. A feira estará até dia 20/01 fica próximo da entrada do porto de Itapoá. Depois retornamos pelo acesso sul, novo contorno de Garuva e entramos pro Palmital, voltando novamente para a balsa.








Me despedi da dupla próximo do aeroporto e segui umas quebradas por dentro do aventureiro até chegar em casa, a tempo pro almoço.  
Como estava curtindo os últimos dias de férias, combinei um pedalzinho com a patroa na segunda feira. Deixamos as crianças na escola e fomos de carro até a entrada do Quiriri, tinha que ser jogo rápido pra voltar a tempo de pegar eles novamente. Fizemos um cicloturismo bem contemplativo, ouvindo o som dos pássaros e dos rios escorrendo entre as pedras.









Até cogitei tomar um banho de rio, mas mudei de ideia ao colocar o pezinho na água gelada. 











A subida é sempre muito gratificante, a visão do vale e das montanhas no horizonte são lindas, sempre que vou lá para pra contemplar a beleza. Logo abaixo passamos no sítio do nosso amigo aventureiro Daniel que está lá pras bandas do sul curtindo umas trips bem loucas de bike.




Voltamos para o caranga, guardamos as bikes e voltamos para a escola pra pegar os pequenos, foi um pedal muito agradável na companhia da esposa e também justo no dia que o Facebook nos relembrou que fazia 4 anos do primeiro pedal dela, bela recordação e um bom roteiro pra comemorar.

Abraços e até a próxima aventura.

domingo, 30 de junho de 2019

Hiking Monte Crista

Domingão dia de fazer churrasco, dia internacional da maionese, dia de assistir Faustão..... Para! Para! Para! Agora baixou o João Cleber. SQN. Domingo dia 23/06 foi o dia deixar tudo de lado e conhecer um local há muito tempo esperado por mim. Sempre quis conhecer, mas não fechava com alguém que conhecia o local. Recebi o convite durante a semana  do Claudio, partiu Monte Crista. 
O ponto de encontro seria na ponte pênsil no início da trilha, sai de Joinville de moto, quase congelei na madrugada fria, a baixa temperatura fazia repensar se estava preparado pra subir a mais de 900 metros, essa ponte fica em propriedade particular, tem um bar com banheiros e estacionamento, paguei 10 pila a diária da moto e mais 4 pila pra manutenção da ponte, quem vai de carro a diária sai 15. Encontrei o Carlos nosso guia que já perdeu as contas de quantas vezes subiu o Monte, também é ciclista, já foi atleta profissional, hoje faz por amor, o Claudio que já somou mais de 20 subidas, o Felipe e eu, esses dois últimos ainda virgem do Monte Crista. Às 05:45 hrs iniciamos a travessia da ponte pênsil, acessamos a trilha e chegamos no outro rio, esse não tem ponte e a travessia é pelas pedras, esperamos o dia clarear pra atravessar com mais segurança, a espera foi rápida, uns 10 minutos.


Fizemos a travessia e logo começa a trilha, ainda estava frio, mas a apreciação da natureza e a descoberta de algo novo fazia eu esquecer disso, logo começou as subidas e a retirada da jaqueta. Subimos pelas escadarias de pedra conhecida por Peabirú, há várias contradições históricas a respeito dessa trilha, uns historiadores falam que é datada há mais de 1000 anos, quando os incas criaram um caminho do Atlântico ao Pacífico, há outras informações de que as pedras foram colocadas pelos Guaranis, e outros ainda relatam que o Jesuítas assentaram as pedras no caminho original em suas missões, passaram por aqui e esconderam ouro e outros tesouro em cavernas refugiados dos piratas. Essas versões históricas criam ainda mais mistérios ao local, enfatizando ainda mais o senso de aventura, me fez parecer um Indiana Jones.


 Sede ninguém passa por aqui. existem vários riachos que cortam a trilha. 





Na clareira tem uma placa indicando a trilha, mesmo se não tivesse, não teria dificuldade de encontrar, mesmo na parte sem as pedras, a trilha é bem batida. 



Ta aí o Cláudio, o cara que criou essa excursão, me convidou pra me retribuir todas as furadas que já nos metemos nas aventuras com a bike. 








Fizemos uma paradinha rápida no mirante, uma pedra um pouco abaixo do Guardião, de lá se tem uma visão fantástica, já dá pra ver a terrinha. Mais umas subidas e trilhas chegamos no ponto alto do Monte Crista, a pedra do Guardião com suas lendas de que ele protege a região, essa pedra é visível de Garuva, por várias vezes passei pela BR 101 subindo de Joinville fica na esquerda e sempre tive vontade de subir lá, agora quando passar lá novamente terei boas lembranças. 








Do início da trilha até esse ponto da mais ou menos 7 km. Depois de um breve descanso e umas fotos, o guia nos mostrou onde seria nosso próximo objetivo, chegar na Cabeluda, um altiplano um pouco mais baixo que o Guardião, esse é o local do pessoal que faz acampamento, é relativamente plano e próximo de fontes de água. O problema é que são mais 5 km até lá com um sobe e desce na vegetação de altitude. 


 A caminho da Cabeluda passamos pela caverna, outro ponto lendário, há quem diga que essa caverna esconde tesouros e relíquias jesuítas e também corpos de aventureiros que tentaram encontrar o tesouro, depois de tantas perdas humanas o exército dinamitou a gruta pra evitar que outros curiosos corressem o risco, confesso que também fiquei curioso. Restou apenas uma pequena abertura. 
Próximo do local dos acampamentos há uma bifurcação que desce atá uma cachoeira linda e gelada, a trilha acaba num caminho de rochas escorregadias e perigosas, parece um leito seco de um rio, mas não tão seco, visto que um filete de água corre em algumas pedras, aumentando o risco de queda, vencido esses percalços chegamos na cachoeira. A vontade de dar um mergulho foi logo descartada quando coloquei o pé na água, estava congelante, chegava a doer o pé, isso na beirada, imagina na parte mais funda. 



Almoçamos no paraíso, descansamos e começamos a descida subindo, isso mesmo, o Carlos falou várias vezes que a descida sobe e a subida desce, deve ser o tal mal da montanha que causa confusão até nos mais experientes, vou me comprometer a subir muitas vezes só pra constatar isso. Segundo o Cláudio, existe apenas dois sentimentos em relação ao Monte Crista, é amor ou ódio, durante a subida ele me perguntou qual era o meu, falei que responderia no final da aventura, embora já sabia que seria amor à primeira vista, só estava esperando a confirmação. 






Fizemos a descida/subida, mais 12 km e chegamos na ponte pênsil, tomamos a Coca Cola mais gelada que tinha no freezer e nos despedimos, apesar de estar bem cansado, estava muito feliz pela conquista, satisfeito pela aventura e grato por receber este convite. Abraços e até a próxima aventura. 

Elo7